Entrevista com Fabrícia (Sunny) – Tudo sobre Cosplay!

Oi Povo! Hoje trago mais uma entrevista muito interessante aqui no blog, especialmente para os otakus e fãs de cultura japonesa. A convidada do Blog é a Fabrícia: aos 25 anos, formada em arquitetura e urbanismo, a moça já é dona do próprio negócio, a loja Sunny, que vende em loja física e virtual artigos de anime em geral. Fabrícia também é conhecida por seus cosplays e concedeu a entrevista com intuito de contar um pouco mais sobre sua trajetória, dividindo sua experiência com leitores que também fazem parte desse mundo e também àqueles que ainda não criaram coragem de incorporar seus personagens preferidos! Que sirva de inspiração 🙂


  1. Como você define “Cosplay”?

Fazer um cosplay é se divertir em um mundo irreal, experimentar os personagens das histórias em quadrinhos, é ter coragem e bom-humor para fingir ser um personagem fictício e se sentir como ele.

Faço cosplay porque me divirto e me sinto bem, e esse sentimento está comigo desde quando comecei a fazer o meu primeiro cosplay.

 

 

2. Como você “descobriu” o Cosplay? Há quanto tempo você está no ramo? Acha que esse mercado mudou desde então?

Desde pequena eu gostava dos animes e mangás, que são as animações e quadrinhos japoneses, e sempre tive curiosidade de visitar um evento específico de cosplay. Então há 8 anos eu comecei a pesquisar sobre este hobby e no primeiro evento que fui, usei o meu primeiro cosplay, e desde então fiquei apaixonada por me fantasiar dos meus personagens favoritos. Acho que o mercado atual está descobrindo mais este mundo de fantasia, pelo fácil acesso às informações; vejo maior número de cosplayers em eventos e de boa qualidade.


3. Qual foi o seu primeiro, quando foi, quantos anos tinha e como você se sentiu?

Meu primeiro cosplay foi de um jogo de MMORPG online chamado Ragnarok. Fiz uma classe chamada Rogue. Eu tinha 17 anos e fiquei empolgada com a busca de tecidos e acessórios para a fabricação do meu personagem. Assim que ficou pronto, e pude usá-lo em um evento, vi como era ser reconhecida. Todos nos param para tirar fotos, nos parabenizam pela roupa, conhecemos pessoas com gostos em comum. Foi só o primeiro de muitos que ainda estariam por vir!

4. Quando você participou do seu primeiro concurso, como foi? Você já participou de muitos concursos? Na sua opinião, qual foi o mais marcante?

Comecei me apresentando, nos pequenos concursos de desfile que havia na minha cidade, o que me deu estímulo a participar também de desfiles do Rio de Janeiro. Em alguns anos seguintes, indo ao Anime Friends em São Paulo, me inscrevi para desfilar também, e entre 254 participantes, fiquei em 5º lugar. Este foi o mais marcante e que me animou a continuar sempre participando. A partir daí tenho procurado me inscrever em concursos que valem vaga para finais e semi-finais de concursos maiores. Quem sabe consigo um dia chegar ao Japão?

 
5. Já viveu alguma situação inusitada/engraçada/constrangedora devido ao cosplay?

Primeiramente eu não gosto muito da manutenção e do espaço que eles ocupam em casa! Às vezes não penso em como irei fazer para guardar os mais elaborados, e acabo juntando caixas e sacolas, que ficam espalhadas pelo meu quarto. Montei um closet só para guardar as roupas e perucas, mas ainda assim, fico causando “dor de cabeça” para a minha mãe que não sabe o que fazer com tantos adereços espalhados pela casa… (risos). E também pelo deslocamento. Geralmente os eventos são fora da cidade, e transportá-los acaba sendo cansativo. Tenho que unir namorado, primo, amigos, para me ajudarem a levar, me vestir, subir ao palco! Acho que causo certo transtorno, mas no final até mesmo eles já estão empolgados com o meu cosplay também.

6. O que você acha que torna um cosplay bom?  

Pode-se dizer que um bom cosplay se dá pela boa qualidade de produtos, fabricação, fidelidade e detalhamentos, que são realmente necessários e que consomem certa quantia em dinheiro. Mas ao meu ver, primeiramente, para se fazer um bom cosplay, deve ter vontade, determinação e muito bom-humor! Pois não adianta somente investir em peças caras se o cosplayer não se sente a vontade ou não consegue transmitir muito bem a “alma” do personagem.


7. Quais conselhos você dá para cosplayers iniciantes?

Bom, acho que antes de tudo, é se divertir! Não comece a fazer cosplay pensando em competição. Pois assim você não aproveita bem o evento e pode acabar por julgar muito os outros cosplayers. Lembre-se: ninguém é melhor que ninguém, e todos, de alguma forma, trabalharam duro para terem um cosplay justamente como você. 🙂

Você não tem que se parecer com seu personagem, mas se você  realmente quer ser crível então você pode escolher um personagem que o descreve. Você está retratando o personagem para fazer o que o faz se sentir bem.

Na parte prática, tenha paciência! Não tenha pressa e se atente aos pequenos detalhes.

Na escolha de perucas e tecidos, opte pelos de boa qualidade, assim você enriquece o cosplay.

Se seu objetivo for usar o cosplay em eventos, opte por acessórios leves. Pois essas convenções costumam ser muito cheias, e certos tipos de adereços vão te cansar e podem até machucar outros participantes! Rsrs. Já se for apenas para fotos, poderá investir nos mais pesados e robustos, pois não existirá tanta preocupação com a locomoção.

E não tenha vergonha de entrar em contato com cosplayers mais experientes. Dessa forma, se você tiver dúvidas sobre o que deve fazer, você pode ganhar um mentor! ^-^

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